Um olhar sobre… eleições 2018 (E t-II)

Um olhar sobre… eleições 2018 (E t-II)

Neste domingo próximo passado – em 28 de outubro de 2018 – por fim, realizou-se mais uma fase do processo eleitoral, com a presença direta de parte do eleitorado brasileiro. Sim, pois sem a sua presença o processo teria sido boicotado. Mas o eleitor não se percebeu nesse papel transgressor, ou assim não se assumiu por não ser o seu desejo, e foi às urnas.

 

Ali, no relativo anonimato, não tão anônimo assim, pois nem tão secreto, nem tão solitário e também porque muitos gostariam de poder torna-lo público, enquanto sentindo-se tão poderosos como anteriormente, (re)verberando toda a sua “retórica” para desqualificar o outro lado”. Então, à revelia do significado que venha a ser atribuído à Política, ou para a expressão “político-partidária” permeando todo esse processo que, com sua participação, se tornava realidade, mas que, em tais circunstâncias desconhecia totalmente o seu direito à representatividade e dela não fez uso racional, enquanto se divertia infantilmente, com o mesmo deleite quando jogando pelada, pebolim, “ah! eu sou bom nisso, ganhei”. Também gosto de futebol, embora tenha aprendido tardiamente as suas regras. É bem estimulante, mas não a ponto de se deixar atrair pelo “canto da sereia”. Assim, não estranhem quanto à euforia dos campeonatos de nosso futebol, quando tudo para. Portanto, a última fase com o eleitor posicionando seu desejo, até mesmo anulando o voto ou votando em branco, mas não se abstendo dessa imposição pois há obrigatoriedade, podendo o eleitor ser punido ou banido de seus direitos civis, de sua cidadania, negando-se a comparecer ou apresentando justificativa para o não comparecimento e o não cumprimento do dever, o seja a desobediência civil. Percebe-se então o caráter impositivo, além da vontade do cidadão, de ser ou não eleitor nas circunstâncias em que não identificava entre dois candidatos em uma absoluta polarização partidária. Ou, mesmo sem conhecer as biografias dos candidatos à Presidência da República, seus planos de governo defendiam-nos como se fosse a própria vida. Esses e outros argumentos podem explicar o protesto dos eleitores que foram às urnas e com impacto no resultado final.  O protagonismo fulgaz em que o eleitor brasileiro se sentiu protagonizando o espetáculo das eleições 2018 para a Presidência da República.

 

Com raríssimas exceções “Cronicas do Cotidiano” pode observar algumas manifestações de genuína alegria, quando eleitores declararam-se radiantemente felizes e sorridentes terem tido o direito de exercer sua cidadania, por terem votado. Esse é o voto racional. O Brasil precisa se sentir prestigiado por essas manifestações de cidadania e patriotismo cujos autores, nós que fazemos a Revista Crônicas do Cotidiano preferimos mantê-los anônimos, nessa arena de guerra.

1 comentário

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1 Comentário

  • Silva Coelho
    11 de novembro de 2018, 22:51

    É fato, mas a população seguiu como uma manada na base do grito, infelizmente.
    Agora o que podemos esperar é que a constituição seja respeitada, mas sem roubar para começar. mas a primeira coisa seria acabar com este excesso de partidos de araques.

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