Um olhar sobre… eleições 2018. (E t-III)

Um olhar sobre…  eleições 2018. (E t-III)

Neste domingo, em 28 de outubro de 2018, realizou-se mais uma fase do Processo Eleitoral/2018, tendo comparecido 115.933.451 votantes equivalentes a 78,70 % do eleitorado brasileiro. O candidato Jair Bolsonaro foi considerado eleito com 55,13 % dos votos válidos. O Candidato Fernando Haddad obteve 44,87 %.

Este resultado demonstra a feição polarizada entre os dois candidatos Jair Bolsanaro e Fernando Haddad, no segundo turno quando da divulgação do percentual e referido quantitativo dos votos válidos, a seguir:

1. Jair Bolsanaro (PSL – PSL/PRTB), com 57.797 847 votos equivalentes a 55,13% dos votos válidos e

2. Fernando Haddad (PT/PC DO B/PROS, com 47.797.847 votos equivalentes a 44,87% dos votos válidos.

Tais resultados divulgados peto TSE (Tribunal Superior Eleitoral) demostra um processo eleitoral dos mais polarizados, significando portanto um eleitorado evidentemente dividido com resultados bastante aproximados. Tais resultados são uma demonstração que o candidato eleito não detendo aprovação absoluta e o segundo colocado não tão distanciado, poderia ter sido eleito. No curso das eleições, ambos os candidatos apresentaram índices de rejeição aproximados nas pesquisas de intenção de voto, oscilando também a aceitação que crescia em favor de candidato Bolsonaro, com franca reação do Candidato Haddad, mas não o suficiente para ultrapassar seu oponente. Somente no final é que a tendência veio a se configurar sem muita expressão a princípio, mas acentuando-se enfim as diferenças, favorável ao candidato Bolsonaro.

De ambos os candidatos, nossa observação é que em termos de apresentação de propostas, ambos poderiam ter sido mais explícitos e pontuais, pois sem que o eleitorado tenha sido esclarecido pública e adequadamente, restou o voto sentimental mais que crítico ou racional, que se acentuou sem a possibilidade de uma apreciação comparativa, que o debate público poderia ter proporcionado, agregando informação e outros valores perceptíveis em circunstâncias dialógicas e de conhecimento coletivo, o que não veio a ocorrer. O eleitor teve que se conformar com a “participação” frenética e vulgar, sem relevância para o porvir da Nação.

De nossa observação, nas entrelinhas de Crônicas do Cotidiano, fica a impressão de que
os resultados destas eleições poderiam ter sido diferentes. Todavia, não deixamos de ressaltar que o eleitor, apesar da excelente performance do candidato Fernando Haddad, já decidira não elegê-lo, muito antes quando se deixara seduzir pelo “Canto da Sereia”, muito antes quando a melodia e o timbre já adentrava em seus ouvidos contra o candidato que apesar de ter se tangenciado sempre crescente no segundo turno das eleições, permaneceu em segundo lugar.

8 comentários

Postagens aleatórias

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios são marcados com *

Cancelar resposta

8 Comentários

  • Humberto
    5 de novembro de 2018, 15:59

    Esse é o resultado da farsa eleitoral brasileira, essa eleição foi fraudada.

    RESPONDER
  • Luciano Jorge
    13 de novembro de 2018, 16:07

    Concordo, se o Haddad tivesse tido uma melhor apresentação na suas propostas poderia ter ganho. Mas infelizmente não o fez. O que podemos fazer agora é só esperar e ver como será essa nova presidência ditatorial.

    RESPONDER
  • Lívia Keylla
    25 de novembro de 2018, 16:15

    Eu estou muito decepcionada com o resultado dessa eleição, mas o que resta agora é torcer para que esse novo presidente tenha o bom senso na hora de governar e faça o que é justo e certo.

    RESPONDER
  • Ricardo Pereira
    29 de novembro de 2018, 16:20

    Não votei nele, mas espero de coração que faça um excelente governo.

    RESPONDER
  • Joanna Ingride
    9 de dezembro de 2018, 16:33

    Graças a Deus essa semana mesmo eu estou saindo desse país, boa sorte pra quem fica. Volto quando a ditadura acabar. ELE NUNCA SERÁ MEU PRESIDENTE.

    RESPONDER