Tributo às Crianças

Tributo às Crianças

 

Em 5 de fevereiro de 2019, enquanto rabisco algumas frases na tentativa de elaborar uma das Crônicas do Cotidiano…

Percebo-me voltando à página anterior, quando expressava minha reflexão sobre o legado que estamos deixando para as crianças e adolescentes: “(…) Temos pouco tempo para pensar em todos as crianças (…) que Mundo estamos deixando para elas?” (Tempo… para as crianças. 2019)

Nas circunstâncias do rompimento da Barragem do Feijão, em Brumadinho/MG, ocorrido em 25 de janeiro, passados apenas seis dias, a perplexidade, a angustia e a incerteza sobre qual legado e que mundo estamos deixando para as futuras gerações.  

Como estamos cuidando de nossas crianças? Com certeza, não somente deixamos de cuidar de nossas crianças, como tornamos impossível as suas próprias vidas. Negamo-lhes a liberdade e o direito inalienável à vida. Em Mariana e Brumadinho, lhes foi tirado o chão.

Estamos matando nossas crianças quando permitimos que apenas uma empresa, não por acaso a empresa Vale, seja capaz de, e lhe seja permitido causar impacto tão devastador ao ambiente, tal a voracidade e a certeza de impunidade apesar de seu potencial destrutivo.

 

 (…) Já havíamos lhes tirado direitos…

à escola, à casa, ao lar,

ao ambiente sadio e limpo.

Tiramo-lhes o chão.

 

 Não mais as brincadeiras… não mais a infância.

Não mais a pureza… não mais a inocência,

tiramo-lhes o sorriso e a graça.

Mostramo-lhes os crimes.

 

Então, deixamo-lhes um mar de lama e,

não tendo sido o bastante,

DE SÚBITO, TIRAMO-LHES TAMBÉM A VIDA…

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