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Resistência na adversidade. A Educação Brasileira em xeque – Crônicas do Cotidiano

Resistência na adversidade. A Educação Brasileira em xeque

Resistência na adversidade. A Educação Brasileira em xeque

Ainda no início do mandato, o presidente Jair Bolsonaro já causava espanto em seus pronunciamentos e atitudes em público, sem demonstrar nenhuma preocupação com a impressão negativa causada por suas posturas inadequadas.

Observamos suas escolhas para compor o ministério da Presidência da República. A Sociedade Brasileira sabe o quanto o sistema educacional é determinante para a transformação do Brasil, em termos de crescimento e qualidade de vida.

Então, o espanto maior ocorreu quando o senhor Ricardo Velez Rodriguez foi designado ministro para a Pasta da Educação. Gestores, pesquisadores, empresários, no setor privado como na esfera pública, todos incrédulos, surpresos.

O Ministério da Educação que representa a maior expectativa dos profissionais em educação, pais e mestres, professores, estudantes, estão à mercê de estranhos recrutados entre os amigos do presidente. Da mesma forma, diretores de escolas públicas e privadas, reitores, pais e mestres, estudantes e pesquisadores.

A repercussão não poderia ter sido mais negativa. O descontentamento tampouco. Ofensas e desrespeito à sociedade brasileira, seguidamente. Por fim, em meio a conflitos, o ministro recebeu exoneração em 08 /04/2019.

Também causou desconforto o corte de 30% (trinta por cento) nas verbas orçamentárias destinadas ao funcionamento do Sistema Educacional. Lembramos que Educação se constitui um dever de Estado (CF/1988).

Pelo jeito, esta é a administração dos cortes, o (des)governo.

Então, em destaque expomos essa que talvez seja uma das mais inusitadas tomadas de decisão do Presidente Jair Bolsonaro, a proposta de reforma para a Previdência Social, sem o devido debate com a Sociedade Brasileira.

Não podemos esquecer que, nesse cenário de desconhecimento das razões e sob critérios duvidosos, o argumento que nos tem sido apresentado apoia-se na possibilidade de um suprimento pecuniário no valor de R$1.000.000.000.000,00 (um trilhão de reais), num prazo de 10 (dez) anos, cuja captação seria originária da reforma da Previdência Social.

O que dizem os economistas, diante de tão enorme cifra? De tal remanejamento e uma previsão de resultados a tão longo prazo, com temporalidade além da vigência do mandato presidencial? Sim, porque no mínimo, trata-se de um dos conceitos mais complexos da macroeconomia – com a certeza de interferências externas, portanto não tão exato que venha possibilitar ao gestor se apropriar como argumentação, em meio a tantas (in)certezas. Considere-se, ainda, que nem todas os fatores permanecerão constantes e inúmeras são as variáveis, ao longo de dez anos.

Por oportuno, nesta postagem, analisamos a presença de representantes de vários seguimentos da Sociedade Brasileira e, notadamente, a reação dos protagonistas – os estudantes e o povo brasileiro que que foram às ruas em repúdio ao corte de 30% (trinta por cento) das verbas orçamentárias Ora, trata-se de um desvio de parte do orçamento para a Educação (um dos menores entre os itens de despesas a serem custeadas, supostamente para outros fins), devendo constar do orçamento para a governança da União).

Ouvimos o clamor nas ruas, o brado estudantil, mais que justificadamente, não somente pelos jovens estudantes, mas pesquisadores, professores, outros profissionais, em todas as cidades do Brasil, nesse dia (15 de março) em que a Sociedade Brasileira não se omitiu ante a urgência de deter uma tentativa de descaracterização dessa que é a área mais apropriada, o terreno mais fértil para a implantação da centelha sagrada do saber, da justiça e da ascensão social. Referimo-nos, novamente, ao professor, teólogo e psicanalista, educador para crianças Rubem Alves (1933-2014), pela autoria de obras no âmbito da educação, como A Escola da Ponte (2012) ou “A Escola dos Sonhos de Rubem Alves”.

Tenho um sonho, tal como o presidente Lula, que o Brasil possa crescer, fortalecer-se, antes que haja uma implosão na Sociedade Brasileira. Sim, porque todo País ao iniciar seu processo civilizatório, começa a se firmar como uma Grande Nação, a partir da educação de seu povo, a princípio e sempre, concomitantemente com a família.

Temos um sonho. Desejamos que o Brasil possa amalgamar a força de todas as suas Unidades Federativas e, a partir das diversidades regionais e da criatividade de seu povo, por seu Sistema Educacional, possa assumir o protagonismo, possa elevar a autoestima da Nação e do Povo Brasileiro, e que todas as nações venham em nosso Pais, no Brasil se espelhar.

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