Os Reis Magos e o Nascimento do Menino Jesus

Os Reis Magos e o Nascimento do Menino Jesus

                                                                                                                               …uma estória que emociona e encanta crianças e adultos, no mundo inteiro!

 

A princípio, quando iniciamos este texto, sabíamos que não seria fácil reconstituir o traçado do roteiro seguido pelos reis magos até Belém, cidade onde nasceu o Menino-Jesus, na Noite de Natal.

Então, procuramos (re)elaborar uma estória de sonhos, afinal, nos sucessivos períodos natalinos, insistentemente comerciais, esse é o cenário que se fabrica e se propaga. Assim, “fomos guiados” para os textos bíblicos, aos Evangelistas Lucas (1,1-16) e Mateus (3,23-38). Em ambos, as narrativas se aproximam: Jesus já nasceria perseguido pela ferocidade de Herodes, o irascível rei que não admitia perder a Majestade para um pobrezinho qualquer e já sendo aclamado Rei dos reis.

Ainda segundo essa narrativa, referindo-se ao Nascimento de Jesus (LC:1.18-25):  Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do senhor lhe apareceu em sonho e lhe disse: (…) José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.

Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: (…) Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Ls 7,14), que significa: Deus conosco. Despertando, José fez como o Anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.

Então, a Sagrada Família estava protegida: Tão logo, (…) o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada por José, da casa de Daví e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe:  (…) Ave, cheia de graça, o senhor é contigo (…)

(…) Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava na Judéia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Avisado divinamente em sonhos, retirou-se para a província da Galiléia e veio habitar na cidade de Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas. Será chamado Nazareno.”  (2.15-23)

Portanto, os reis magos souberam, que, naquela noite, na Cidade de Belém, nasceria Jesus, o menino que seria o Salvador da Homens. Felizmente e a tempo, também o anjo lhes apareceu, orientando-os a procurar, no céu, por uma estrela brilhante e reluzente, que lhes indicaria o caminho a seguir, até chegarem ao destino que desejavam encontrar.

Mas, quem seriam os Reis Magos que desejavam festejar um evento assim tão singular? Sem qualquer toque de magia, eram estudiosos: filósofos, cientistas e astrônomos.  Eles vieram do Oriente e traziam presentes: o ouro, que faz lembrar a divina realeza, e Belchior sabia que aquele não era um menino qualquer, mas que lá, naquela cidadezinha, havia nascido o Rei dos Homens; Baltasar pensou que o presente não poderia ser outro senão a pureza e os mais finos perfumes da mirra para ressaltar um evento tão grandioso e Gaspar que presenteou com incensos aquele recém-nascido, o Salvador do Mundo e da Humanidade, que deveria perpetuar a fé por toda a eternidade.

No Evangelho segundo São Mateus, referindo-se à Adoração dos Magos (2.1-12). Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do Oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: (…) Onde está o rei dos judeus   que acaba de nascer? Vimos adorá-lo.   

(…) A essa notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo. Disseram-lhe: (…) Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta. E tu, Belém, Terra de Judá, não és de modo algum, a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá, o chefe que governará Israel, meu povo.

A narrativa continua com a Fuga para o Egito e o Massacre dos Inocentes, cumprindo-se assim o que o Senhor falou pelo profeta:

Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. E enviando-os a Belém, disse (…) Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me para que eu também vá adorá-lo. (…) Então um anjo do senhor apareceu, em sonhos, a Jose, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.

José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu par a o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho. (2.13-14; Os 11.1)                                                                                                                                                                        

(…) E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente os foi procedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, adoraram. (…) Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

Consultando os Evangelistas Mateus e Lucas, podemos perceber uma abordagem que ressalta a singularidade da existência de Jesus, quando o olhar se fixa na dupla função que lhe caracteriza a existência: enquanto o ente, o ser humano, e durante sua presença como homem comum, que se insere em sociedade, e nas circunstâncias em que se transfigura, assumindo a função divina, para cumprimento da escritura profética. Portanto, não somente para a interpretação subjetiva, mais tendente à fé religiosa, mas também para leituras do fenômeno histórico – à genealogia de Jesus de Nazaré, para a realização de uma profecia no tempo e no espaço.

Neste contexto da Natalidade, do Nascimento de Jesus de Nazaré, Crônicas busca, no universo épico da poesia, (re)viver a alegria dos reis magos que toda essa simbologia faz irradiar, mas, sobretudo para expressar a esperança que nos conforta, em meio à aridez e à incerteza que sabemos persistem em tantos lares, e a angustia pela absoluta ausência de lares, restando crianças e jovens desabrigados, para sempre abandonados. Embora já não acreditemos em milagres, a Natalidade representa uma estética, o colorido e a euforia das luzes, enquanto promove o compartilhamento desse imaginário universalmente fascinante e encantador, de uma herança que comove a quem lhes tem acesso, particularmente: a lapinha, o presépio e a Estrela de Davi. Todo esse fenômeno natalino nos enleva e nos faz peregrinar à procura, nas lojas, nas Igrejas, todos os anos, assim como os “reis magos” foram levados pela estrela-guia, à procura pelo Menino-Jesus, o Salvador dos Homens.

Como não nos envolvermos com o protagonismo de personagens tão benfazejos e notáveis? Nós, aqui na Terra, que vivemos à mercê do autoritarismo dos éditos, sem que os anjos possam vir nos proteger de todas as intempéries, na (in)segurança de nossas casas, na precariedade de tantas famílias, entre jovens e crianças, sem lares, sem rumo, sem estrelas-guia, perdidas pelo mundo afora. Então, por que uma estória assim tão comovente? Sim, abraçamos como verdadeiras, tal a nossa necessidade e o nosso desejo de sonhar com a Justiça, com a Verdade, com a Solidariedade, ou simplesmente poder sonhar.

Fonte:

https://www.dicionariodesimbolos.com.br › estrela/.  Acesso em 01 JAN 2020. Matéria: Os Reis Magos e O Menino-Jesus.

https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/entenda-diferenca-entre-o-jesus-de-nazare-e-o-jesus-cristo/. Acesso em 02 01 2020. Matéria:  Os Res Magos e o Nascimento do menino Jesus.

 

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