Olhando ao Redor e Seguindo em Frente! (O t-I)

Olhando ao Redor e Seguindo  em Frente! (O t-I)

No universo das mídias sociais, não raramente, pode-se constatar o aceleramento, em todas as esferas da vida cotidiana. A demanda por respostas rápidas e soluções imediatas exige agilidade, em pensamentos, palavra e atos. A necessidade de raciocinar rapidamente ante as demandas cotidianas já não nos causa estranhamento, embora não seja confortável a pressa também em nossas tomadas de decisão. Nesse contexto, a forma tradicional de comunicação não acompanha às expectativas por atenção, respostas e soluções, sempre mais abrangentes.

Outra versão de necessidades surge paralela à preservação de nossa condição individual, à necessidade de preservar momentos para ser e estar, enquanto nós mesmos. Pode parecer estranho e contraditório, mas é nesse momento de urgência exacerbada que necessitamos fortalecer nossa individualidade, sem nos massificarmos. Somos envolvidos, levados ao aceleramento, tanto que somente não nos percebemos a nós mesmos como não percebemos o outro. Ou, o que é mais grave, enveredarmos por uma via competitiva e passamos a ver o outro como um rival, como alguém a ultrapassar. A modernidade exige que aceleremos também o pensamento, como se o vagar, a lentidão fossem atributos ultrapassados. Todavia, o raciocínio, o ato de pensar e o ritmo de pensamento é uma peculiaridade de cada indivíduo. Ninguém pensa igual, no mesmo instante, no mesmo lugar e na mesma velocidade. Assim, se nos massificamos, perdemos a capacidade de pensar racionalmente. Então, em nosso dia a dia vale, por um momento que seja, parar para priorizarmos a nós mesmos e continuar: pensar no outro, olhar ao redor, ver e ouvir as pessoas perto de nós e do outro lado da rua. E, nessa perspectiva, perceber o tempo, o espaço, o lugar e constatar a relatividade. Por que o tempo, o espaço, lugar e  a relatividade?  Nossa casa, nosso cantinho, nosso lugar é também nossa liberdade. Deixamos de ser Persona no Imenso Palco da Vida para sermos livres. E se não temos nossa casa, nosso lar? Não somos livres. Não somos ninguém! Urge refletir.  Embora iguais na essência, somos diferentes. Tantas  coisas e objetos, materiais e imateriais, visíveis e invisíveis são diferentes. Temos usos, costumes, hábitos e atitudes diferentes. Reações diferentes. Algumas pessoas, por natureza são mais lentas. Outras, por temperamento, são contemplativas. Todos nós, indivíduos, temos nossas próprias singularidades e idiossincrasias, mas a sociedade é imediata, reguladora.

Então, se somos todos diferentes, estamos vivos e a vida, o mundo, o tempo e o espaço nos pertencem. Temos direito ao tempo lento, ao espaço limpo, ao lugar e á cidade.  É preciso cultivar a generosidade, a tolerância e o respeito entre todos os povos. Todos nós temos direito à cidade. Não sejam formados guetos. Nessa maratona urbana, não é preciso subir ao pódio para ser feliz. Podemos caminhar juntos,  olhando ao redor e seguindo em frente.

 

1 comentário

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1 Comentário

  • Anônimo
    3 de janeiro de 2019, 21:59

    Concordo plenamente com você, deveriam haver mais pessoas com essa percepção!

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