Festas Juninas no Nordeste… …folguedos, música, balões, dança e adivinhação!

Festas Juninas no Nordeste… …folguedos, música, balões, dança e adivinhação!

No nordeste, se chover em 19 de março, dia de São José, então ninguém segura ninguém, e a festa é certa.

 

Então, é tanta terra molhada que roçado é pequeno pra tanto milho e feijão. Agricultor não se cansa de plantar, cantar e dançar, rindo e feliz, de verdade.

Só São José (esposo de Maria, Nossa Senhora, pai adotivo de Jesus) faz chover em 19 de março. Mas, casamento mesmo, de verdade? Isso é lá com Santo Antônio, em 13 de junho, na fogueira, o delegado segurando as algemas e o pai da noiva apontando a espingarda. A noiva, chorona, cínica vestida a caráter. Padre é o que não falta. Portanto, Casamento, com C grande, de verdade quem garante mesmo é Santo Antônio casamenteiro. São as estórias que rolam ao redor da fogueira. Pra valer mesmo, milho assado, pamonha e canjica, cozidos e guloseimas pra dar sustança, cachaça à vontade, para os tocadores e quem mais desejar.

Não pode faltar saia rodada, vestidos de chita, camisas xadrez, chapéus de palha, bandeirolas e brincadeiras… Gostoso assim, somente na zona rural, ao calor das fogueiras. As fogueiras!

 

Nem bem terminam as noites de São João (24 de junho)  vem São Pedro (dia 29 de junho) e o forró pé de serra, sanfoneiros a caráter, zabumba, triangulo e pandeiro, forró (for all) sem parar, todos os ritmos: xaxado, xote e baião. Não há como esquecer os inesquecíveis: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Os Três do Nordeste e tantos outros. A alegria sem fim, sem obscurecer os anônimos, incansáveis musicistas que são estrelas a brilhar. Nas Noites de São José, Santo Antônio, São João e São Pedro, cancioneiro, musicalidade e pura poesia. São as Festas Juninas, pra todo mundo dançar, sorrir e sonhar.

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