CRIMES AMBIENTAIS EM SÉRIE. Mariana, Brumadinho…

CRIMES AMBIENTAIS EM SÉRIE. Mariana, Brumadinho…

Em Minas Gerais/BR, rompimentos em barragens de rejeitos de mineração provocam destruição em grandes proporções, com degradação ambiental, acarretando a precarização da atividade econômica, descaracterização social-humana, contaminação de rios, mares, desaparecimento da fauna e flora, provocando mortes e outros danos ambientais irreversíveis, em curto, médio e longo prazos.

Em Mariana/MG, em 2015, ocorreu o rompimento da barragem de rejeitos do Córrego do Fundão, sob a responsabilidade da empresa SAMARCO. Embora as imagens da tragédia permaneçam bem nítidas na memória do moradores de Mariana e demais municípios e distritos atingidos, há perdas irrecuperáveis e absolutamente sem solução.

Como se não bastasse, em 25 de janeiro de 2019, às 12:28 hs, mais uma vez, como uma tragédia anunciada, rompe-se em Brumadinho/MG,  a barragem de rejeitos do Córrego do Feijão, tendo a Vale como a empresa responsável, inclusive pelas atividades desenvolvidas em seus complexos operacionais.  Após decorridos seis dias, são oficialmente informadas 110 mortes e 238 pessoas desaparecidas. Um total de 71 pessoas perderam suas casas.

Nós do Crônicasdocotidiano.org, lamentamos que tal acontecimento, e todas as consequência, sejam inadequadamente tratadas, inclusive nas redes sociais e mídias, como acidente ambiental o que não podemos admitir pois, em todas as fontes consultadas, evidenciaram-se negligência em prevenção e manutenção, pouca seriedade e nenhum comprometimento quando da emissão dos relatórios EIA-RIMA.

Lamentamos, particularmente, a opção por modelos de barragem segundo o critério de valoração pecuniária em detrimento da qualidade e da segurança do processo, negligenciando também as questões metodológicas e técnicas que nortearam, até agora, a construção e o funcionamento dessas Barragens.

Ressaltamos a necessidade de investimento em pesquisa e modernização de modelos e instalações, bem como análise de alternativas em termos de qualidade de vida, em termos de legado ao País, à Nação, à Sociedade Brasileira, e às comunidades diretamente envolvidas no processo, seja como classe trabalhadora, seja como População tradicionalmente residente.

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