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Ciência e Conhecimento Científico – Crônicas do Cotidiano

Ciência e Conhecimento Científico

Ciência e Conhecimento Científico
  1. Introdução

Para analisar os critérios de cientificidade das teorias científicas é necessário reportar-se aos fatos científicos pelos seus registros históricos: filosofia natural, magia universal, nova ciência e filosofia experimental são algumas das expressões que designavam a ciência moderna por volta dos séculos XVI e XVII. Intensas discussões e debates a respeito do que poderia ser considerado ciência e conhecimento científico tinham lugar nas Academias de Ciências. Algumas tendências defendiam o retorno aos conhecimentos clássicos que remontam à Grécia antiga – de Tales de Mileto a Aristóteles – à civilização helenística e ao mundo romano. Outras correntes acreditavam que o rompimento com os conhecimentos clássicos e a volta à mensagem da natureza seria a providência mais acertada.

Pela racionalidade intelectualista não significa que passamos a conhecer as condições em que vivemos, em sua totalidade. Porém, acreditamos que, pelo estatuto da previsão, a qualquer momento poderemos provar que não existe poder misterioso que interfira no curso de nossas vidas. O paradigma da ciência moderna, caracteristicamente reducionista, já não atende a seus propósitos. Urge a emergência de um novo paradigma, em favor do homem, da vida e da sociedade, em sintonia com o Universo.

 

(…) No Processo de racionalização, embora haja continuidade de estruturas de explicação comum, a filosofia suscita questões existenciais profundas, tais como, “O que permite reconhecer a verdade?”, (…) “Pode o sujeito apreender o objeto?” (…) “Qual a fonte do conhecimento?

A teoria do Conhecimento assume-se como disciplina autônoma, somente na Idade Moderna, quando os filósofos passaram a questionar, de forma sistemática, o conhecimento humano. Portanto, como definem Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena P. Martins (1993: 23), “… a teoria do conhecimento é uma disciplina filosófica que investiga os problemas decorrentes da relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento, bem como as condições do conhecimento verdadeiro.

 

De acordo com Nicola Abbagnano (1982: 169-170),

“(…) o termo Epistemologia não se refere a uma disciplina filosófica geral, à semelhança da lógica, da ética e da estética, mas ao tratamento de um problema advindo de um pensamento filosófico específico, no âmbito de uma determinada diretriz filosófica – o idealismo. (…)o problema cujo tratamento é o tema específico da Teoria do Conhecimento é o da realidade das coisas ou, em geral, do mundo externo”. (…) “Pela sua origem, a teoria do conhecimento é idealista. Até mesmo as soluções chamadas realistas são, na realidade, formas de idealismo na medida em que as entidades que elas reconhecem como “reais” são, muito frequentemente, consciências ou conteúdos da consciências. (…) A teoria do conhecimento perdeu seu primado e também o seu significado desde que se começou a duvidar da validade de um de seus pressupostos, isto é, que o dado primitivo do conhecimento seja “interior” à consciência ou ao sujeito e que, portanto, a consciência ou o sujeito devam sair fora de si para apreender o objeto.” (1982: 169-170)

 

Para Hilton Japiassu, pouco se sabe sobre a Epistemologia, já que se trata de uma disciplina recente e cuja emancipação tem sido bastante lenta. De acordo com o autor, a crítica reflexiva em relação às ciências que vêm surgindo e interagindo com o mundo e com a sociedade é uma das razões de ser dessa disciplina, porém “a definição de seu estatuto não deixa de ser uma tarefa delicada, tendo em vista que os seus limites de investigação são muito flutuantes. “(JAPIASSU. 1986:24)

Portanto, há que considerar a multiplicidade de conceitos de epistemologia a partir de seu imenso e diversificado campo de atuação, já que uma de suas funções consiste em avaliar e criticar os princípios e resultados das diversas ciências. Porém, como avalia este autor, a epistemologia caracterizando-se como um discurso sobre o qual o discurso primeiro da ciência deveria ser refletido como o “(…) discurso sistemático que encontraria na filosofia seus princípios e na ciência seu objeto (…) Por esta dupla pertença ou filiação, a epistemologia teria por função resolver o problema geral das relações entre filosofia e ciência.” (Op. cit.)

Atualmente, considera-se o conhecimento, processo e não mais o conhecimento estado, portanto um conhecimento que se apresenta em devir, cabendo à Epistemologia analisar este devir. Não podemos deixar de considerar que “a Epistemologia se situa na interação de preocupações e de disciplinas bastante diversas, tanto por seus objetivos quanto por seus métodos.” (Op. Cit.)

Até o século XV a Europa vivia encastelada no interior de seus muros sem se aventurar seguir além de seus limites a ocidente. A partir desse século, segue-se um período de redescobertas da cultura clássica e de novas culturas. A leitura dos textos clássicos e o impulso ás viagens de além-mar mudariam para sempre os velhos limites do mundo. Cristovam Colombo concluiria que, navegando sempre em direção ao ocidente chegaria ao oriente, provando então a esfericidade da Terra. A descoberta da América seria um acontecimento da grande repercussão. Portanto, a partir das revoluções científicas que tiveram lugar e das novas descobertas, firma-se o modelo de racionalidade que se delineia à ciência moderna que se desenvolveria nos séculos seguintes, basicamente nas denominadas ciências sociais.

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