Aos Mestres… …com carinho!

Aos Mestres…  …com carinho!

Mais uma vez, Crônicas do Cotidiano a refletir sobre Educação, um tema dos mais caros que sempre exigirá um retorno, uma segunda abordagem, ou mesmo reportagens em série, por sua natureza, inserindo-se no universo do ensino e do trabalho, permeando políticas públicas (ambientais, rurais e urbanas), provocando o processo de valorização da condição humana e o aperfeiçoamento das relações sociais, valores a serem legados para gerações à frente, em quaisquer circunstâncias.

Nesta oportunidade, damos prosseguimento ao texto Era uma vez…”, editado em 29 01 2019, tardios em retornar, enquanto à busca por fontes confiáveis para argumentar o nosso pensamento, já em processo. Por se tratar de um de nossos mais relevantes temas, com extrema significação social, o nível de reflexão e leituras extrapola a exigência em fontes, cuidado e apuro nas pesquisas. Por oportuno, seguimos pelos caminhos que estão sendo trilhados atualmente na gestão ministerial. Ainda no início do mandato do presidente Jair Bolsonaro já nos impactamos com algumas posturas e pronunciamentos dos ministros em suas respectivas pastas. Estamos nos referindo ao Ministro da Educação, Ricardo Velez Rodriguez que, em seus pronunciamentos públicos, desclassifica e ofende à população brasileira. (Entrevista intitulada Faxina Ideológica, nas páginas amarelas da revista Veja, edição de 6 de fevereiro de 2019).

Enquanto isso, o delirante entusiasmo do Carnaval Tradição, uma semana antes, já em desfile, pelas ruas do Centro Histórico, até a Lagoa, no centro da Cidade (João Pessoa-PB), seguindo ao longo dos seis quilômetros da Av. Epitácio Pessoa que se estende até o Busto do Almirante Tamandaré, na Praia de Tambaú. Porquanto, neste já caracterizado carnaval antecipado, questões de interesse fundamental estão sendo tratadas sem que a sociedade esteja suficientemente inteirada das consequências que certamente irão impactar a qualidade de vida da população, tais como a reforma da previdência e os problemas ligados à Educação. Causa preocupação a maneira como a Educação está sendo tratada, sem a devida seriedade. Também causa indignação e revolta o teor e o tom como o ministro se refere ao povo brasileiro, absolutamente ofensivo, desrespeitoso e com desprezo.

Estamos sendo subtraídos em nossos direitos, como cidadãos de bem e, o que é mais grave, por um não brasileiro, alguém “laureado” com a prerrogativa de cidadão brasileiro, naturalizado, nomeado Ministro de Estado da Educação, achando-se no direito de nos ofender em nossa honra, ridicularizar a sociedade brasileira, declinando a Educação ao mais baixo nível em qualidade e eficiência, tornando-a excludente em sua essência. Mediante a lucidez dos profissionais em educação, evidenciando que a Educação Brasileira não peca por omissão, despreparo ou inexistência de profissionais exponencialmente preparados, cultos e autores de invejável produção em literatura e educação, não necessitamos de profissionais de formação e caráter duvidosos.

A Educação Brasileira prima pela seriedade, objetividade, recursos, vontade política e pelos profissionais brasileiros que, pelo conjunto de sua produção e obras demonstraram que tem condições de contribuir fundamentalmente para que seja elaborada uma Política Educacional adaptada ao nosso pais e à sociedade brasileira, e um Sistema de Ensino, em todos os níveis, com tomadas de decisão propositivas. Então, na hipótese de existir conflitos ideológicos no âmbito do MEC, não deveria ser essa a maior preocupação do “ilustre” professor, o verdadeiro motivo de vir a ser ele o Ministro da Educação? Não deveria a Educação em si ocupar em todos os sentidos, a atenção e o empenho do titular de tão importante Pasta, a mais importante por ser determinante no desenvolvimento de uma Nação, da Nação Brasileira, determinante também por ser vetor da Soberania Nacional, o nosso maior legado para as futuras gerações?

Podemos e devemos ser analisados nos gabinetes e nas universidades, mediante debates com argumentação lógica, com melhores e mais ousadas propostas, mas não necessariamente de forma belicista “…à base de faca nos dentes”. (Idem, mesma entrevista). Há muito mais a considerar, a exemplo dos laboratórios, Salas de Aula, Hospitais Universitários, tratando-se apenas da Educação Superior e ainda a considerar o Ensino Fundamental e de Segundo Grau. É lamentável a conotação depreciativa ao Educador Paulo Freire, mas concordo que há outros nomes a serem mencionados, entre os nossos Educadores, Professores e Filósofos brasileiros. Sendo o Direito à Educação um direito constitucional, inalienável direito de todos e um dever de Estado, não podemos admitir a elitização da Educação Superior.

Também não aceitamos a atenção direcionada apenas à pré-escola, ao ensino fundamental e ao ensino técnico, mas sugerimos que a Educação seja elevada ao patamar de uma Política de Governo, em todos os níveis, uma política transformadora, capaz de  elevar a Educação Brasileira a níveis avançados,  como requer uma política de educação para uma grande Nação, para uma Nação Soberana e para nós Brasileiros que merecemos toda a atenção, em todas as etapas de seu desenvolvimento, como seres humanos que somos, que devemos ser assistidos e protegidos pelo Sistema Brasileiro, pela Nação Brasileira e  que nenhum, nem quaisquer estrangeiros indesejáveis adentrem-se em nosso território, opinem ou nos insultem em nosso próprio pais porque o Brasil, uma nação soberana não permitirá que continuemos assim valorizando o equívoco.

Acreditamos na Educação Brasileira, acreditamos em um Modelo Brasileiro de Educação, voltado para a Nação Soberana que é o Brasil, sendo esta a sua vocação e o desejo de seu povo, sua população que se orgulha de ser o que são, um povo generoso, acolhedor, sem muros, sem prisões, pois não necessitamos de guerras nem grades de proteção. Não necessitamos de armas. Ao presente e ao futuro de nossa juventude queremos deixar um legado de paz, solidariedade, sabedoria, emancipação e liberdade. É isso o que nós temos, não desejamos excluir nossos crianças, nossa juventude.

Por isso, cultivaremos sempre os ensinamentos e a experiência de nossos anciãos, prestigiaremos nossos pares e nossa Pátria e assim poderemos clamar os versos de Olavo Bilac, o Príncipe dos Poetas do Parnasiano Brasileiro, “…Criança, não verás jamais pais nenhum como este, imita na grandeza a terra em que nasceste.”

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