A Escola da Ponte ou “A escola dos sonhos de Rubem Alves”

A Escola da Ponte ou “A escola dos sonhos de Rubem Alves”

A Escola que sempre sonhei sem imaginar que Pudesse Existir. Por Rubem Alves. PAPIRUS EDITORA. 13ª. Edição. Campinas/SP. 2012.

Prefacio por Ademar Ferreira dos Santos que ressalta As Lições de Uma Escola: uma ponte para muito longe.

Poemas de vários autores permeiam narrativas sobre a Escola da Ponte. São várias crônicas de autoria de Rubem Alves e outros autores. A história do livro remete à própria Escola da Ponte e ao Centro de Formação Camilo Castelo Branco, de Vila Nova de Famalição.

À porta da Escola da Ponte, no concelho vizinho de Santo Tirso (Portugal) propusera-se um desafio: a constituição de um centro (espaço) de formação contínua de professores.

Os leitores encontrarão neste livro, narrativas, testemunhos sob um “olhar caleidoscópico”, que possibilitam compreender o espírito e a práxis educativas de uma escola singular. Em maio de 2000, Rubem Alves, então ilustre educador brasileiro esteve em visita à Escola da Ponte, a convite do Centro de Formação que já havia publicado textos sobre Educação de sua autoria.

Totalmente surpreso, intensamente impressionado e fascinado pelo processo e pela realidade que acabara de conhecer, ao regressar ao Brasil publicou tudo o que testemunhara positivamente, no Correio popular (Campinas): crônicas e textos de outros autores dedicados à Escola da Ponte, com forte e positivo impacto naquele Pais.

A seguir, são apesentados fragmentos de crônicas, expressões e algumas experiências vividas, lembrando o caráter originalíssimo, provocativo e revolucionário permeados pela linguagem sensível e reveladora, de onde foram extraídas as expressões a seguir selecionas e reproduzidas que sintetizam o espírito da abordagem educativa na Escola da Ponte:

O Pássaro no ombro. (Fernando Alves) (…) “Na tarde mágica da Escola da Ponte, os pássaros voaram de um certo poema de Ruy Belo e foram pousar nos ombros dos que estavam sentados em redor do contador de estórias, do homem grande que gosta de brincar.”

Koan. (Rubem Alves) (…) “Faltava-me entretanto, ver, na minha imaginação, utopicamente, uma escola que, de alguma forma, realizasse os meus sonhos. Quando vi a Escola da Ponte eu pude ver aquilo com que eu sempre sonhara.”

Quero uma escola retrógrada. (Rubem Alves)

A escola da ponte (1). (Rubem Alves) (…) “Estou a escrever um texto para os miúdos”. – Foi o que ela disse – “Na Escola da Ponte é assim. As crianças que sabem ensinam as crianças que não sabem. Isso não é exceção. É a rotina do dia a dia. A aprendizagem e o ensino são um empreendimento comunitário, uma expressão de solidariedade. Mais que aprender saberes, as crianças estão aprendendo valores.”

O Essencial não cabe nas Palavras. Escola da Ponte (…) Entre a multidão há homens que não se destacam. Mas são portadores de prodigiosas mensagens. Nem eles próprios o sabem. Antoine de Saint-Exupéry 

Quero que meus filhos aprendam a ser cidadãos democráticos, solidários e autônomos. Não os quero obrigar a serem iguais a todos e não quero negar-lhes a possibilidade de existirem como pessoas livres e conscientes. Na escola da ponte, as crianças conseguem entender o mundo e realizam-se como pessoas.  

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