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31 de Março de 1934... A Proclamação da Pseudo Democracia – Crônicas do Cotidiano

31 de Março de 1934… A Proclamação da Pseudo Democracia

31 de Março de 1934… A Proclamação da Pseudo Democracia

Em sintonia com o militarismo, o Presidente Jair Bolsonaro determinou que se realizassem cerimônias de comemoração ao dia 31 de Março de 1964.

A comemoração seguiu em alto estilo cívico, para uma data nada memorável ao Brasil e ao povo brasileiro. Neste 31 de Março, em dia de Domingo, o Brasil e nós brasileiros fomos surpreendidos pelos jornais televisivos que transmitiam toda a pompa somente vista nas comemorações de 7 de setembro, pela Independência do Brasil.

Embora seja nosso desejo, jamais conseguiremos esquecer os acontecimentos que se seguiram a partir de 31 de Março do ano de 1964, quando há 55 anos, o Brasil perdia sua independência e passava a ser apenas uma nação desfigurada pela violência armada e assim permaneceria pelos vinte anos, no período de 1964 a 1984, então registrados como os Anos de Chumbo.

Quem consegue esquecer as cenas mais sangrentas dos vinte anos de ditadura militar? Como esquecer os presidentes militares, com a “estreia” de Humberto Castelo Branco (de 1964 a 1967) e os outros militares que se seguiram, alguns homenageados como o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015, ex chefe do DOI CODE), pela sua participação na repressão no II Exército, elogiado pelo Presidente Jair Bolsonaro, um dos que o inspiraram em sua campanha política?

A repressão e a censura, sob o comando da forças armadas mantinham os brasileiros prisioneiros, miseravelmente encarcerados, privados da liberdade de ação e de pensamento. Famílias brasileiras permanecem para sempre enlutadas e repudiam os presidentes militares e os atos administrativos, a exemplo do Ato Institucional Nº. 5. Outros instrumentos de efeitos ditatoriais semelhantes foram sendo editados, sempre carregados de violência com requinte de torturas, por todos aqueles anos, um período dos mais nefastos da História da República do Brasil.

As Forças Armadas afastaram-se e permanecem distante da sua essência e razão de existirem como corporação, cuja função seria (ou deveria ser) a defesa do território e a garantia de sua integridade. Então, sob a vigilância das Forças Armadas, somos submetidos à destruição de nossos ecossistemas, ao desmatamento das florestas, ao envenenamento de nossos mares, rios e mananciais, à exaustão de nossos recursos naturais, à desertificação dos solos. Seguindo-se tudo o mais, pouco falta para a devastação da Amazônia, celeiro de fertilidade do mundo, diversidade em espécies endêmicas e imenso pulmão para servir ao nosso Planeta .

Todavia, ao revés desses acontecimentos, o exército nas ruas e o uso extremado de armas foi a resposta ao Brasil e ao sentimento dos brasileiros, que neste 31 de Março de 2019 sentimos a volta da angustia e do terror no instante em que os quartéis se transformaram em cenas dantescas em “comemoração” ao sofrimento que não conseguimos esquecer. Não tendo sido o bastante, nos foi exigido, mentalmente, “replay” de cenas surreais: “Anos de Chumbo” a medir o quanto ainda podemos suportar. Não merecíamos, mas aconteceu, total desrespeito aos Direitos Humanos. Mas, o Presidente Jair Bolsonaro não se absteve de comemorar o que ele mais aprecia: desfile de militares, os homens engalanados, assistindo “nas alturas” ao desfile de jovens em marcha e portando suas armas.

Contudo, contrariando esse total absurdo e brutalidade, nossos “verdadeiros soldados”, são 20 especialistas da Força Nacional de Segurança Pública, em busca e salvamento, além de 20 especialistas nas atividades de resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com larga experiência, pela atuação em Brumadinho (MG), em Janeiro deste ano, por ocasião do rompimento de uma das barragens nesta área, com mais de 200 mortes. Os bombeiros deverão atuar por, no mínimo, 15 dias, enquanto a Força Nacional poderá permanecer por 30 dias ou mais se necessário.

Assim decidiu o Governo Federal e o Presidente Jair Bolsonaro. Reconhecemos o mérito desta decisão acertada e significativa, neste momento de extrema dificuldade, configurando-se calamidade gravíssima, por intempéries e catástrofes naturais. Para Moçambique, jovem Nação e o Continente Africano, e em campanha pelo povo moçambicano, esses são os verdadeiros brasileiros, em solidariedade, arrastando-se na lama, em meio ao desespero que acomete aquela Nação, com garra, coragem e determinação, sem dúvidas, com amor e compaixão pelos nossos irmãos africanos, em momentos dos mais difíceis, vulnerabilidade passível de acontecer a todos nós seres humanos e Nações Independentes.

Este é o exemplo que nos orgulha postar, em Crônicas do Cotidiano. Esses rapazes, com coragem e bravura, como guardiões, não nos deixa perder a esperança de resgatar o que há de melhor no povo brasileiro: a generosidade, a solidariedade, o acolhimento e o respeito ao ser humano  à sua Pátria,  em qualquer lugar do Planeta.

 

7 comentários

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7 Comentários

  • Liliane
    4 de abril de 2019, 22:18

    Não tem como não ser mentalmente perturbado ao defender a ditadura militar. Só quem ganha por fora. Ditadura é ditadura em qualquer lugar do mundo! Ditadura significa não ter liberdade, liberdade de expressão, de ir e vir, direitos individuais e sociais, enfim, basta ver os asnos do MBL, tudo postura ditatoriais. No mais, só milico pra defender ditadura. E pior! Condenam a Venezuela! Quer dizer, ditadura de direita pode? Nazismo pode, fascismo pode.

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  • Talimar
    4 de abril de 2019, 20:18

    Pode-se considerar golpe apenas a partir de dezembro 1968 com a instituição do AI 5. Depois em 1974 o regime abrandou até o retorno ao voto democrático. Mas desde 1990 a ideologia impregnada nas universidades cria uma narrativa totalmente adversa aos fatos. Pergunte a quem realmente viveu naquela época, (pais – avós) se eles consideravam ditadura, tínhamos escolas, tínhamos educação, segurança, existia o respeito. O resto é narrativa vitimista ideológica da esquerda, que grita sobre o período militar brasileiro, mas que faz um silencio tumular a ditaduras como Venezuela e Cuba.

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  • Barroso
    6 de abril de 2019, 23:41

    É complicado agradar a "Gregos e Troianos" ou separar o "Joio do trigo".

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  • Aline Luzia
    7 de abril de 2019, 17:26

    O grande erro não foi o 31 de março, foi o Ai 5. A milicada carola e beata tinha que ter devolvido o país.

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  • Ivan Pedrosa
    8 de abril de 2019, 23:09

    Por mais inteligente que seja seus atos contradizem para o cargo para o qual foi eleito. Lamentável! Esse é nosso BRASIL….

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